Por Clairto Martin

Em participação no programa Noroeste Debate o vice-prefeito Luis Antônio Benvegnú, acompanhado de integrantes da Administração Municipal, anunciou boas novas em relação ao Centro Cultural de Santa Rosa. Ele próprio esteve em Brasília com assessores e técnicos, há pouco mais de uma semana, pleiteando junto ao Ministério da Cultura o aval para aprovação da etapa recém concluída. Esse trâmite foi vencido. Feito isso, a Prefeitura está habilitada a receber os R$ 500 mil que estavam pendentes há um ano na pasta federal e que viabilizam a conclusão do prédio frontal à Praça da Bandeira.

“Com esse recurso conseguiremos executar o restante da obra. No mesmo valor também estão orçados R$ 70 mil para compra de mobília”, explica a engenheira Caliandra Perini, responsável pelo projeto encaminhado ao Ministério neste mês.

Os R$ 500 mil complementam ações de R$ 2 milhões investidos no primeiro bloco, meio a meio entre a prefeitura e o Governo Federal. Benvegnú estima que a retomada das obras não deva ocorrer antes de abril, porque há os entraves de liberação dos recursos, a autorização para licitar a reforma e o próprio processo de contratação da empresa vencedora, haja vista que a anterior “abandonou o barco”. A compra dos móveis é outra etapa, mas concomitante. “Cremos que até o Natal de 2018 poderemos inaugurar e ocupar estes novos espaços”, estima Caliandra.

Feito isso, virá a ocupação dos três pavimentos do atual prédio. É decisão da Prefeitura que a Secretaria de Cultura transfira para o terceiro piso todas as pastas da Cultura e Turismo que hoje estão sediadas no Centro Cívico. Já os dois andares iniciais seriam destinados à promoção de eventos, mostras, exposições, cursos, etc. Não estão previstos espaços para sedes de entidades. Por sua vez, o Departamento de Esportes terá suas instalações fixadas no Liminha. “Alguém questionou a respeito da Biblioteca. Ela continuará lá, inclusive há novos investimentos encaminhados para aquele espaço”, observou Amilcar Luconi, diretor de Cultura.

O complexo cultural ainda prevê outras duas etapas de investimentos para os prédios aos fundos, com cinema e auditório, dentre outras salas. Quanto demandaria de recursos? “É preciso refazer as planilhas, porque estão bastante defasadas. Hoje não saberia lhe dizer”, respondeu Caliandra Perini. Uma boa nova é a disposição de empresários para investir em parcerias público-privadas para construir.

Falou-se, durante o debate, em aporte de até R$ 1,5 milhão através desta modalidade. Quanto já foi investido no prédio? Aproximadamente R$ 5 milhões até o término desta etapa, já computados os R$ 500 mil, isso ao longo de 10 anos (Vicini, Orlando e novamente Vicini).

O Conselho de Cultura, representado pelo seu presidente Luis Artur Hoffmann, aceitou o desafio de chamar, em conjunto com a prefeitura e a secretaria de Cultura e Esportes, uma Conferência para o primeiro semestre do próximo ano para discutir uso e gestão do novo Centro Cultural, bem como para avançar, junto às entidades, na proposta encaminhada pelo Executivo de discutir a venda do terreno do Ginásio Moroni. Inicialmente, defende a ideia de que a metade do valor arrecadado com uma futura negociação (se vier a ocorrer), seja investida na conclusão do Centro Cultural. “Também, inicialmente, o segmento cultural não aceitará outros setores administrativos no prédio, tão somente os da própria Cultura”, argumenta Luis Artur.

O vice-prefeito é um entusiasta da venda do terreno do Moroni. Assegura que uma parte (não definida) seria usada no Centro Cultural. A outra parte, amortizaria dívida contraída pelo Município com a compra das estruturas do Colégio Liminha.

Na esteira das notícias, o secretário de Cultura e Esporte também comemora investimentos significativos já executados ou em projeção para o Centro Cívico Antônio Carlos Borges que avolumam a cifra de R$ 875 mil apenas neste ano, com recursos da prefeitura, aporte de parceria público-privada e valores provenientes de órgãos de governos.

Fonte: Jornal Noroeste

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