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Movimento dos Atingidos por Barragem realiza reuniões em Porto Mauá

Na quarta-feira, 19 de setembro de 2012, das 19h30min às 21h15min, houve a realização de mais uma reunião do MAB – Movimento dos Atingidos por Barragem com a comunidade porto-mauense, junto ao Clube Recreativo Visconde de Mauá, na cidade de Porto Mauá.

A reunião foi realizada com o objetivo de tirar dúvidas da comunidade presente e relatar experiências próprias vividas com barragens.

Estiveram representando o MAB: Rudinei Cenci, da cidade gaúcha de Alpestre (Barragem Foz do Chapecó), Valdir Ferreira Devalieres, de Campo Belo do Sul (Barragem Garibaldi), Elisete Cardoso, de São José do Cerrito (Barragem Garibaldi) e Valdir Duarte, de Francisco Beltrão – PR.

No encontro, os principais assuntos alertados pelos representantes do MAB foram:

  • royalties, é uma ilusão que haverá maior retorno financeiro aos municípios;
  • onde tem barragens não tem mais camping, tem água suja, água parada e acaba com o bioma natural;
  • que a energia gerada será principalmente para grandes empresas (multinacionais);
  • que a Hidrelétrica de Itaipu gera muita energia, 20% da energia gerada é suficiente para atender toda necessidade brasileira, ou seja, que não há falta de energia no país, os apagões são realizados para dar uma falsa ilusão de falta de energia;
  • que deveria ser gerada energia aeólica, energia limpa, que não necessita destruir a natureza;
  • o próprio BNDES financia as multinacionais para construir as barragens;
  • as construções de barragens podem ser impedidas através de abaixo-assinados
  • as barragens geram especulação financeira na região;
  • em caso de construção, o MAB defende o reascentamento;
  • após a aquisição e a instalação da empresa no canteiro de obras, não há mais pressa para indenizar a população atingida;
  • a barragem cria uma falsa ilusão com o retorno dos royalties, com o desenvolvimento e o progresso;
  • nas indenizações oferecem um valor baixo, em caso de não aceitar o valor oferecido amedrontam com a desapropriação da área;
  • em nenhum Ministério Federal existe algum órgão que defenda os atingidos por barragens e não existe lei que ampara os atingidos;
  • os pescadores profissionais não têm nenhum direito reconhecido, para exercer a sua atividade devem se deslocar a outros lugares, pois o acesso às águas da barragem lhe é negado, estas se tornam área de segurança nacional, podendo ir presos se forem pescando no lago;
  • o único município que realmente tem retorno financeiro vantajoso é o município onde fica a casa de geração de energia, os outros atingidos empobrecem;
  • os comerciantes somente recebem a indenização do seu imóvel, não recebem pelas perdas que passarão a ter;

A missão do MAB é barrar a construção de barragens, em caso de construção é de auxiliar aos que serão atingidos.

Na quinta-feira, dia 20, às 8h30min, foi realizado em São João do Mauá, às 14 horas em São Luiz do Mauá e às 19 horas em 7 de Setembro..

Na sexta-feira, 21, às 8h30min, no Reservado do Mauá, para comunidade local e da Reservinha. Às 8h20min e 13h30min, na Escola Almirante Tamandaré, para os alunos e professores. Às 14 horas, em Itajubá, para comunidade local, de Volta Grande e de Três Bocas e às 19 horas em São José do Mauá, para comunidade local e de São Jorge.

VILSON WINKLER
Jornalista MTB 14977
Oficial Administrativo
Assessor de Imprensa / Prefeitura Municipal de Porto Mauá-RS
vilson@portomaua.rs.gov.br ou vilson.winkler@gmail.com
(55) 3545 1146 (coml) ou 9613 1158

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