Mais um evento realizado na grande Porto Alegre, o Fórum Social Mundial contou com a presença de inúmeras pessoas, oriundas de diversas regiões nacionais e internacionais. O estádio de futebol Gigantinho, quase lotado, sob uma temperatura escaldante, foi palco de vários discursos, sendo o do presidente Lula o mais aguardado. É claro que toda comitiva presidencial participou do evento, marcando presença e apoio ao seu líder maior.
O discurso do presidente foi longo, tal qual seu filme “Lula, o filho do Brasil”. Fiquei até com um pouco de pena do presidente, pois discursou em pé. A infraestrutura oferecida não foi das melhores, as cadeiras que sua equipe o aguardara sentada não pareciam muito confortáveis, acho que eram daquelas baratas e duras, que fazem parte do conjunto econômico de cozinha. Mas a Ministra Dilma resistiu. Teve até um momento em que Lula referiu-se a ela, num momento de dúvida em seu discurso, tratando-a carinhosamente de “Dilminha”, ao que foi atendido prontamente.
Obviamente, sem objetivos eleitoreiros, o discurso de Lula foi marcado por suas conquistas no governo, críticas aos países ricos, promessas de continuidade ou “continuísmo” no crescimento e governo! Pareceu-me que ele não foi muito feliz ao concluir, lembrando do povo haitiano, assunto que já tem sacrificado nossos ouvidos por vários dias. Talvez as vaias tenham sido em razão da insatisfação pelos problemas que ainda nos afligem, não solucionados, que ficaram ecoando das campanhas anteriores... . Não posso dizer insatisfação, já que a oposição sempre vaia e as pesquisas sobre a satisfação com o governo dizem o contrário, fica a dúvida no ar. Enfim, voltando ao fórum, é um evento importante pelo qual nosso estado tem tido o privilégio de sediar, então resta-nos tirar proveito disso. A diversidade cultural em alta, foi uma das atrações para os antropólogos, sociólogos e afins. Um espaço democrático, que reúne diversas entidades organizadas ou não, em busca de objetivos que convergem seu foco para um mundo melhor. Também teve muita diversão com shows de músicos e bandas famosas.
Quanto ao filme do Lula, tão questionado pela sua real intenção, ele retrata a vida do cidadão brasileiro, sob o enfoque da história que este viveu, cercada de sofrimento e dor, que, segundo a narrativa, acaba se voltando para uma direção inesperada, cujo final talvez nem o próprio ator principal acreditasse realizar. Eu indicaria a quem ainda não assistiu, independente da ideologia política, que vale a pena assistir. Creio que no futuro poderá tornar-se um Bestseller de auto-ajuda. Acredito que há muitas histórias de luta e superação ao nosso redor, que também poderiam ser transformadas em filmes, mas nem todas terão o patrocínio que nosso ilustre presidente conseguiu, a duras custas, quem sabe? De repente, ainda teremos outros lançamentos no futuro, como a história da “Dilminha”: a primeira presidente do Brasil.... Quem viver verá! |