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A Nobre Tradição Miliciana das PMs
23/01/2012 14:06
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O filme Tropa de Elite 2 retrata, entre outras situações, policiais que vadearam-se para o lado da criminalidade tornando-se eles próprios exploradores do tráfico no Rio de Janeiro. Esses policiais-bandidos passam a se auto-afirmar como milícia e são combatidos pelos dois personagens principais do filme: o tenente-coronel Nascimento e pelo deputado Diogo Fraga. É fato que o argumento desse filme foi inspirado em fatos reais. Tudo certo, exceto pelo fato de denominar os policiais que se bandearam para o lado do crime como partes de milícias. Estas são as polícias militares e os milicianos são os policiais militares e da condição de milicianos eles não podem abrir mão – ainda mais para policial-bandido, sob o preço de estarem matando uma das suas tradições mais caras e enraizadas: a de milícias dos Estados. A tradição miliciana das polícias militares remonta ainda ao século XIX. Em 1831 foi criada uma grande milícia imperial que foi a Guarda Nacional e que existiu até 1922. O Rio de Janeiro antes já tinha a sua milícia que teve origem em 1808. Thomas H. Holloway descreve a grande rivalidade, pontuadas de conflitos, que marcou essas duas corporações. Nas demais províncias são criadas forças locais: em São Paulo é criado o Corpo de Guardas Municipais em 1831 e no Rio Grande do Sul a Força Policial, em 1837, ambas estão na origem das suas respectivas polícias militares. A afirmação do Exército regular depois da Guerra do Paraguai (1864-1870) provoca o declínio da Guarda Nacional, o que determinou a ascensão das milícias estaduais, sendo que algumas delas tornam-se verdadeiros exércitos estaduais tal como a Brigada Militar no Rio Grande do Sul e a Força Pública em São Paulo. Essas milícias realizavam alguns serviços de policiamento, embora o Decreto 120/1842 houvesse encarregado os municípios de tais afazeres, no entanto, cada elite estadual constituiu essas forças de acordo com as suas realidades regionais. Júlio de Castilhos transformou a Brigada Militar em uma verdadeira máquina de guerra aperfeiçoada com o advento da Missão Instrutora do Exército em 1909. Jorge Tibiriça elevou a Força Pública ao nível de milícia altamente profissionalizada com a contratação da Missão Militar Francesa em 1906. Essas milícias demonstraram grande poderio bélico nas guerras insurrecionais que marcaram o país, sendo que a Brigada Militar foi o elemento decisivo na Revolução de 1930. A Revolução Constitucionalista de 1932 marcou o confronto titânico entre essas duas milícias, onde tombou o legendário tenente-coronel miliciano Aparício Borges que comandava o temido 1º batalhão de infantaria da Brigada Militar. O desempenho formidável dessas milícias na guerra constitucionalista assustou os comandantes das Forças Armadas que determinaram o seu esvaziamento bélico. Esse aspecto ficou patente na Constituição de 1934 com a designação geral das milícias estaduais como “polícias militares” e a condição de tropas de reserva do Exército que veio até a Constituição de 1988 com o incremento de força auxiliar. A Lei 192/36 assinalou o fim das milícias como exércitos estaduais, dando início ao longo processo de policialização, assinalados pelos DLs 317/67 e 667/69, que as transformou em polícias militares, que com a extinção das guardas civis, ficaram com a responsabilidade exclusiva pelo policiamento preventivo. Essa é a nobre e rica tradição miliciana das nossas polícias militares e ela não pode designar bandidos que se valem dessa condição altamente institucionalizada para explorar e oprimir as comunidades do Rio de Janeiro. Milícia é Polícia Militar e a condição de miliciano pertence aos seus integrantes verdadeiros e abnegados profissionais da segurança pública. Eles trazem nas cores e alinho das suas fardas, com todos os seus percalços salariais, a grandeza da história das milícias estaduais.
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1700assinaram um abaixo-assinado. Fizeram exame de água, laudos biológicos, close do buraco vomitando “efluentes” e pediram providências perante as autoridades, tal fato, circulou na internet e então se publico |
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| 26/01/2012 17:20 |
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A IXON® (Qualitec Indústria e Comércio Ltda.) produz equipamentos industriais equipamentos para indústria de sementes, usinas de asfalto e centrais de concreto.
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